Trump pode retirar Estados Unidos do acordo do clima de Paris

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu cumprir a promessa de campanha de retirar os Estados Unidos de um acordo global para combater as mudanças climáticas, disse à Reuters uma fonte que foi informada sobre a decisão, em uma ação que deve unir sua base de apoio em casa e, ao mesmo tempo, aprofundar as diferenças com aliados dos EUA no exterior.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Trump, que já chamou o aquecimento global de farsa, se recusou a endossar o acordo climático histórico durante a cúpula do G7 no sábado, dizendo que precisava de mais tempo para decidir. Depois ele tuitou que faria um anúncio nesta semana.

I will be announcing my decision on the Paris Accord over the next few days. MAKE AMERICA GREAT AGAIN!

— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) May 31, 2017

A decisão irá colocar os EUA ao lado de Síria e Nicarágua como as únicas nações do mundo a não participarem do Acordo do Clima de Paris, o que pode ter implicações abrangentes para o pacto, muito dependente do comprometimento de países altamente poluidores para reduzir as emissões de gases que, segundo os cientistas, são responsáveis pela elevação do nível dos mares, secas e tempestades violentas mais frequentes.

O acordo, firmado por quase 200 países na capital francesa em 2015, almeja limitar o aquecimento planetário em parte cortando o dióxido de carbono e outras emissões resultantes da queima de combustíveis fósseis. Segundo o pacto, os EUA se comprometiam a reduzir suas emissões em 26 a 28 por cento dos níveis de 2005 até 2025.

O site Axios foi o primeiro a divulgar a decisão de Trump, acrescentando que os detalhes sobre a desfiliação estão sendo delineados por uma equipe que inclui o chefe da Agência de Proteção Ambiental norte-americana, Scott Pruitt.

A escolha é entre uma retirada formal que poderia levar três anos ou um rompimento com o tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) no qual o acordo se baseia, o que seria mais rápido, mas mais radical, de acordo com o Axios.

A decisão foi influenciada por uma carta de 22 senadores republicanos, entre eles o líder da maioria, Mitch McConnell, pedindo a saída, noticiou o Axios.

O ex-presidente norte-americano Barack Obama, que ajudou a mediar o pacto, elogiou-o durante uma viagem pela Europa neste mês.

Os EUA são o segundo maior emissor de dióxido de carbono do mundo, só atrás da China.

Os apoiadores do acordo climático temem que a saída dos EUA induza outras nações a afrouxar seus compromissos ou também se retirarem, enfraquecendo um acordo que os cientistas afirmam ser crucial para evitar os impactos mais graves da mudança climática.


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