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Economia

Dólar volta a cair nesta terça-feira e fecha em R$ 4,05

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O dólar voltou a fechar em queda nesta terça-feira (20), após subir em nove dos 14 pregões deste mês, acumulando valorização de 6,05% em agosto. O real acompanhou o enfraquecimento do dólar no mercado internacional, tanto perante divisas fortes, como em relação a emergentes, como o México, Colômbia e África do Sul. Medidas de estímulos de governos ao redor do mundo e a perspectiva de adoção de cortes de tributos pelos Estados Unidos ajudaram a acalmar os ânimos dos investidores, que aguardam o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) no simpósio de Jackson Hole, na sexta (23). O dólar à vista fechou em queda de 0,37%, a R$ 4,0510.

Além do simpósio, a semana ainda terá eventos com poder de impacto no mercado de moedas. Nesta quarta (21), sai a ata da última reunião de política monetária do Fed, às 15h. Os analistas do Bank of America Merrill Lynch acreditam que o documento soará “hawkish” (menos defensor de juros baixos), pois a reunião do Fed precedeu a piora dos mercados mundiais pela escalada da tensão comercial entre Estados Unidos e China. N

o Brasil, o Banco Central começa sua nova estratégia de intervenção no câmbio, oferecendo dólares das reservas internacionais em conjunto com venda de swap reverso (compra de dólares no mercado futuro) e swap tradicional (venda de dólares no mercado futuro).

Para o operador da Advanced Corretora Alessandro Faganello a ação do BC deve ter efeito no dólar nesta terça, mas o impacto pode ser limitado pela oferta do swap reverso. Para ele, o BC deveria ter anunciado sua estratégia de intervenção e iniciado as vendas no dia seguinte e não uma semana depois. Faganello ressalta que está saindo muito capital estrangeiro do País e a ação do BC é justificada, pois o mercado fica pressionado, mas o BC dá liquidez no mercado à vista e reduz no mercado futuro.

Ao mesmo tempo, o operador da Advanced observa que, com os problemas na Argentina não dando sinais de melhora e as dúvidas sobre os rumos da política monetária nos Estados Unidos, aumentou consideravelmente a incerteza e o mercado precisa de sinalização mais clara. Por isso, é crescente a expectativa com Jackson Hole. Se Powell sinalizar cortes mais intensos de juros, o mercado pode ter algum alívio, ressalta ele.

*Com Estadão Conteúdo

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