Especialistas apontam que desobrigação do uso de máscara é viável no Maranhão

O Maranhão vive uma queda significativa nos números da Covid-19 há mais de dois meses. O cenário positivo faz com que especialistas já falem em aumento das flexibilizações, como a desobrigação do uso de máscara em locais abertos.

O número de casos ativos da doença é um dos mais baixos registrados desde o começo da pandemia, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). No Maranhão, 9.018 ainda estão com a doença ativa. Dessas, 49 estão internadas em leitos de UTI.

Um outro número que chama atenção é o de leitos desativados nas últimas semanas. Para se ter uma ideia, em 28 de setembro, eram 120 leitos de UTI na grande ilha. Nesta terça-feira (2), esse número caiu para 50.

Isso ocorre porque menos pessoas estão apresentando casos graves da doença. Em relação ao número de casos ativos. Em 28 de setembro, o número era de 26.841. Em 30 dias houve uma considerável redução. O médico epidemiologista, Antônio Augusto Moura, explica que dois fatores influenciam nesses dados.

“Essa queda se deve a dois fatores: primeiro fato é que tivemos uma segunda onda da pandemia muito forte e as pessoas que ficaram doentes, desenvolveram uma proteção temporária. Isso junto com a vacinação, cuja cobertura para duas doses se elevou bastante, está fazendo com que a transmissão da Covid-19 esteja em níveis pré epidêmicos, ou seja, bem básicos”, disse o médico Antônio Augusto Moura.

O avanço da vacinação tem influenciado na redução dos casos. Segundo a prefeitura de São Luís, na capital mais de 1 milhão e 500 mil pessoas já foram vacinadas com as duas doses. Cerca de 66 mil pessoas já foram vacinadas com a dose de reforço. A taxa de vacinação é de 90,51%. A médica infectologista, Maria dos Remédios Branco, diz que com esses dados já dá para pensar em uma flexibilização de algumas medidas.

“Pode ser feita a flexibilização de algumas medidas restritivas, como por exemplo, o uso de máscaras em locais abertos. Outra medida que poderia ser adotada é a exigência do comprovante de vacinação para que as pessoas pudessem adentrar locais fechados”, disse a médica Maria dos Remédios Branco.